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Abrir o appDescrição
A goethita botrioidal é uma forma específica do mineral goethita, um oxihidróxido de ferro. Caracteriza-se por sua estrutura agregada que se assemelha a cachos de uva, bolhas ou mamelões, daí o termo 'botrioidal' (do grego 'botrys', que significa cacho de uva). Sua cor varia de marrom-amarelado a marrom-escuro e preto, com um brilho que pode ser sedoso, terroso ou submetálico. É um mineral comum em ambientes de intemperismo e oxidação.
Como identificar
- Cor
- Marrom-amarelado, marrom-avermelhado, marrom-escuro a preto. Pode apresentar iridescência em algumas superfícies.
- Brilho
- Sedoso, terroso, opaco a submetálico. Em superfícies de fratura frescas, pode ser vítreo.
- Textura
- Agregados botrioidais, mamelonares, estalactíticos, reniformes ou fibrosos. A superfície é geralmente lisa e arredondada.
- Forma cristalina
- Não forma cristais euédricos visíveis a olho nu na forma botrioidal. Apresenta-se como agregados microcristalinos ou criptocristalinos com hábito botrioidal, reniforme ou estalactítico.
- Clivagem
- Perfeita em {010}, mas raramente observada devido ao hábito microcristalino. Geralmente exibe fratura irregular a subconcoidal.
- Ambiente geológico
- Zonas de oxidação de depósitos de minério de ferro e sulfeto, solos lateríticos, cavernas (como estalactites e estalagmites), e como produto de intemperismo de rochas ricas em ferro. É um mineral secundário comum.
Fatos principais
- Dureza: 5.0 - 5.5 na escala de Mohs
- Densidade relativa: 3.3 - 4.3 (variável dependendo da porosidade e impurezas)
- Sistema cristalino: Ortorrômbico
- Cor: Marrom-amarelado, marrom-avermelhado, marrom-escuro a preto
- Brilho: Sedoso, terroso, opaco a submetálico
- Transparência: Opaca
- Fratura: Irregular a subconcoidal
- Clivagem: Perfeita em {010}, mas raramente observada
- Composição: Oxihidróxido de ferro (α-FeO(OH))
Verificação rápida
- Cor: Marrom-amarelado a preto
- Brilho: Sedoso, terroso, submetálico
- Traço: Marrom-amarelada a marrom-avermelhada
Características físicas
- Hábito cristalino: Agregados botrioidais, reniformes, mamelonares, estalactíticos, fibrosos, radiados, maciços, terrosos.
- Tipo de clivagem: Perfeita em uma direção ({010}), mas raramente visível devido ao hábito microcristalino. A maioria dos espécimes exibe fratura.
- Tipo de fratura: Irregular a subconcoidal, às vezes fibrosa.
- Tenacidade: Frágil
- Tipo de brilho: Sedoso (em agregados fibrosos), terroso (em massas finas), opaco a submetálico (em superfícies densas).
Formação
A goethita botrioidal forma-se principalmente como um produto de intemperismo de minerais ricos em ferro, como pirita, magnetita e outros silicatos ferrosos. É um mineral secundário comum em depósitos de minério de ferro, solos lateríticos e zonas de oxidação de depósitos de sulfeto. A forma botrioidal é resultado da precipitação de soluções aquosas ricas em ferro em condições de baixa temperatura e pressão, onde a nucleação ocorre em múltiplos pontos e o crescimento se dá de forma radial e esférica, coalescendo em agregados mamelonares ou em cachos de uva.
Uso
A goethita é um minério importante de ferro, embora muitas vezes misturada com outros óxidos e hidróxidos de ferro (como a limonita, que é um termo de campo para agregados de goethita e outros minerais de ferro). É utilizada na produção de pigmentos (ocre), como agente de polimento e, historicamente, como minério de ferro. Espécimes botrioidais bem formados são valorizados por colecionadores de minerais.
Distribuição de idade
Forma-se continuamente em ambientes superficiais e de baixa temperatura, não associada a uma idade geológica específica, mas sim a processos de intemperismo e alteração.
Onde encontrar
Mina de Negaunee, Michigan, EUA
Conhecida por espécimes de goethita botrioidal de alta qualidade.
Mina de Potosí, Bolívia
Ocorre em associação com outros minerais de ferro e manganês.
Mina de Cornualha, Inglaterra
Encontrada em depósitos de minério de ferro e estanho.
Minas de ferro do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil
Comum em depósitos de minério de ferro lateríticos e zonas de alteração.
Mina de Siegerland, Alemanha
Localidade clássica para goethita, incluindo formas botrioidais.
Dicas para encontrar
Ambientes de Intemperismo
Procure em zonas de oxidação de depósitos de minério, especialmente onde há alteração de sulfetos de ferro (pirita) ou outros minerais ferrosos. A goethita é um produto comum de intemperismo.
Solos Lateríticos
Em regiões tropicais e subtropicais, a goethita é um componente principal de solos lateríticos e bauxitas, onde pode formar concreções e nódulos.
Cavernas e Cavidades
Pode ser encontrada em cavernas e outras cavidades como estalactites, estalagmites ou revestimentos botrioidais, onde a água rica em ferro precipita o mineral.
Associação Mineral
Frequentemente associada a outros minerais de ferro, como hematita, limonita (termo de campo), siderita, pirita e quartzo. A presença desses minerais pode indicar a ocorrência de goethita.
Teste de Risca
A risca da goethita é marrom-amarelada a marrom-avermelhada, o que a distingue da hematita (risca vermelho-cereja) e da psilomelana (risca preta).
Rochas similares
Hematita
Fe2O3
Também conhecida como: Minério de Ferro Vermelho
Limonita
Mistura de hidróxidos de ferro, principalmente goethita e lepidocrocita
Também conhecida como: Minério de Ferro Marrom
Psilomelana
Mistura de óxidos de manganês
Também conhecida como: Minério de Manganês Botrioidal
Classificação científica
- Classe mineral
- Óxidos e Hidróxidos
- Grupo
- Grupo da Diásporo
- Sistema cristalino
- Ortorrômbico
- Fórmula química
- α-FeO(OH)
- Composição
- Ferro (Fe), Oxigênio (O), Hidrogênio (H). Contém aproximadamente 62.85% de Fe2O3 e 10.14% de H2O.
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