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Abrir o appDescrição
O basalto vesicular é uma rocha ígnea extrusiva máfica, de granulação fina a afanítica, caracterizada pela presença de numerosas cavidades esféricas ou alongadas, chamadas vesículas. Essas vesículas são o resultado da expansão de gases vulcânicos durante o resfriamento rápido da lava. A rocha é tipicamente escura (preta, cinza-escura ou marrom-escura) e pode variar em densidade dependendo da quantidade e tamanho das vesículas. Quando as vesículas são preenchidas secundariamente por minerais (como zeólitas, calcita, quartzo), a rocha é chamada de amígdala ou basalto amigdaloidal.
Como identificar
- Cor
- Preto, cinza-escuro, marrom-escuro, ocasionalmente avermelhado devido à oxidação do ferro.
- Brilho
- Opaco a vítreo nas superfícies de fratura frescas, geralmente fosco devido à textura porosa.
- Textura
- Afanítica (grãos finos não visíveis a olho nu) com textura vesicular proeminente. As vesículas variam em tamanho (milímetros a centímetros) e forma, podendo ser esféricas, elípticas ou irregulares. A rocha é frequentemente áspera ao toque.
- Forma cristalina
- Não apresenta cristais macroscópicos bem formados devido ao resfriamento rápido. Os minerais constituintes (plagioclásio, piroxênio, olivina) são microcristalinos.
- Clivagem
- Não apresenta clivagem macroscópica, pois é uma rocha e não um mineral individual. Os minerais constituintes possuem clivagem, mas não é observável na rocha como um todo.
- Ambiente geológico
- Fluxos de lava vulcânicos, derrames basálticos, cones de escória, bordas de vulcões, ilhas oceânicas e plataformas continentais onde ocorre vulcanismo basáltico. Comum em ambientes de riftes continentais e oceânicos, pontos quentes e zonas de subducção.
Fatos principais
- Dureza: 5-6 na escala de Mohs (para os minerais constituintes, a rocha como um todo é mais frágil devido à porosidade)
- Densidade relativa: 1.5 - 2.5 g/cm³ (varia significativamente com a porosidade, menor que o basalto maciço que é 2.8-3.0 g/cm³)
- Sistema cristalino: Não aplicável para a rocha como um todo; os minerais constituintes são tipicamente monoclínicos (piroxênio, plagioclásio) ou ortorrômbicos (olivina).
- Cor: Preto, cinza-escuro, marrom-escuro
- Brilho: Opaco a vítreo
- Transparência: Opaco
- Fratura: Conchoidal a irregular, mas frequentemente irregular devido à presença de vesículas.
- Clivagem: Não aplicável para a rocha; os minerais constituintes possuem clivagem.
- Composição: Principalmente plagioclásio (labradorita), piroxênio (augita), olivina e óxidos de ferro-titânio. Pode conter pequenas quantidades de magnetita, ilmenita e apatita. A composição química é máfica, com baixo teor de sílica (45-52% SiO2) e alto teor de ferro e magnésio.
Verificação rápida
- Cor: Preto a cinza-escuro
- Brilho: Opaco a vítreo (nas fraturas)
- Traço: Cinza a cinza-esverdeado (difícil de obter devido à textura áspera)
Características físicas
- Hábito cristalino: Não aplicável para a rocha. Os minerais constituintes são microcristalinos ou criptocristalinos.
- Tipo de clivagem: Não aplicável para a rocha. Os minerais constituintes possuem clivagem (ex: piroxênio com duas direções a 90°, plagioclásio com duas direções a 90°).
- Tipo de fratura: Irregular a conchoidal, frequentemente influenciada pelas vesículas.
- Tenacidade: Quebradiço
- Tipo de brilho: Opaco a vítreo
Formação
Forma-se a partir do rápido resfriamento de lava basáltica rica em gases na superfície terrestre ou subaquática. Durante a erupção, os gases dissolvidos na lava (principalmente vapor d'água, dióxido de carbono e dióxido de enxofre) expandem-se à medida que a pressão diminui. Se a lava solidifica antes que esses gases possam escapar completamente, eles ficam aprisionados como bolhas, formando as vesículas. A viscosidade da lava e a taxa de resfriamento são fatores cruciais na formação e tamanho das vesículas.
Uso
Utilizado como agregado leve na construção civil (concreto leve), em paisagismo, como material filtrante, em churrasqueiras (pedra vulcânica) e em algumas aplicações de jardinagem para melhorar a drenagem do solo. A escória basáltica, uma forma mais porosa, é usada em estradas e ferrovias.
Distribuição de idade
Desde o Pré-Cambriano até o Holoceno, comum em todas as idades geológicas onde houve vulcanismo basáltico.
Onde encontrar
Havaí, EUA
Ilhas vulcânicas ativas com extensos campos de lava basáltica, onde o basalto vesicular é abundante.
Islândia
Região de rift oceânico com vulcanismo ativo, produzindo grandes volumes de basalto vesicular.
Planalto do Decão, Índia
Grandes províncias ígneas com extensos derrames basálticos, onde o basalto vesicular é comum.
Serra Geral, Brasil
Formação de derrames basálticos da Bacia do Paraná, com ocorrências de basalto vesicular.
Etna e Stromboli, Itália
Vulcões ativos que produzem lavas basálticas com textura vesicular.
Dicas para encontrar
Ambientes Vulcânicos
Procure em áreas de vulcanismo recente ou antigo, especialmente em fluxos de lava e cones de escória. O basalto vesicular é um componente comum de muitas paisagens vulcânicas.
Leveza
Devido à sua porosidade, o basalto vesicular é notavelmente mais leve que o basalto maciço. Isso pode ser um indicador útil no campo.
Textura Áspera
A superfície da rocha é geralmente áspera e irregular devido às vesículas. Isso a distingue de basaltos mais densos e maciços.
Cores Escuras
Mantenha-se atento a rochas de cor escura (preta, cinza-escura, marrom-escura) com cavidades visíveis.
Rochas similares
Pumice (Pedra-pomes)
Pumice
Também conhecida como: Pedra-pomes
Escória
Scoria
Também conhecida como: Scoria
Basalto
Basalt
Também conhecida como: Lava Basáltica
Classificação científica
- Classe mineral
- Rocha Ígnea Extrusiva
- Grupo
- Basalto
- Sistema cristalino
- Não aplicável para a rocha
- Fórmula química
- Não aplicável para a rocha (mistura de minerais)
- Composição
- Silicatos de ferro e magnésio, aluminossilicatos de cálcio e sódio.
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